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Regresso a Couchel - Blogue

Aqui confirmamos sempre se não estamos enganados nem a enganar ninguém

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O LAMPIÃO

(12)Lampião (2).jpg

O VERDADEIRO LAMPIÃO.

https://repositorioaberto.uab.pt/handle/10400.2/6548

Suponho que, quase de certeza, a única lanterna deste tipo no mundo nos meados do Século XX, fabricada em Portugal pela Fábrica Hipólito, de Torres Vedras. 

Andávamos a dar uma volta por Marselha, tínhamos entrado numa casa comercial... ao vislumbrar um objecto destes entre as mercadorias, um colega meu do curso que estávamos a tirar na Sud-Aviation, parecia ter encontrado uma pepita de ouro:

- Aos anos que eu procuro uma coisa destas!... - exclamou ele. - Ficámos atentos, ele explicou melhor: - É para oferecer ao meu sogro. 

Eu conhecia desde pequenino o LAMPIÃO, da Fábrica Hipólito. Expliquei:

- Isso é feito em Portugal lá bem perto da casa do teu sogro.

(A mulher dele era da região saloia). 

O Ferreira da Costa pediu ao logista se podia confirmar. Constatou, reservou a compra para quando chegasse a Portugal. ACONTECE.

Quase comecei a andar lado a lado com um LAMPIÃO, como este, que o meu avõ segurava na mão esquerda, quando à noite ia à Quinta tratar dos bois.

A luz do lampiáo projetava na parede de uma das casas do lugar a sombra das pernas do meu avô como uma tesoura gigantesca a abrir e a fechar... com quatro ou cinco anos, a minha imaginação pregava-me partidas levadas do diabo.  

Aniceto Carvalho

TUDO O QUE SOMOS

TUDO O QUE SOMOS

Tudo o que somos, o que comemos, o que bebemos, até os medicamentos que tomamos para a súde, tiramos da terra que pisamos. TUDO.

Toda a agricultura na minha terra era basicamente aproveitada de linhas de água, de terras razoavelmente aráveis e férteis, drenadas de poços e valas de escuamento, alimentadas de nutrientes que escorriam das encostas em redor.
De subsistência… o melhor que havia, no entanto.

Vale do Forno, Boiça, Património, Abelheiras, Ínsua, Marmeleiros... 
Aquelas terras sagradas, hoje a mato de metros, alimentaram gerações de seres humanos em milénios que nunca pensaram em atravessar desertos e oceanos para se deixarem vender como escravos em paraísos distantes.
BASTAVA-LHES TRABALHAR
Aniceto Carvalho 

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