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Regresso a Couchel - Blogue

Aqui confirmamos sempre se não estamos enganados nem a enganar ninguém

Regresso a Couchel - Blogue

Aqui confirmamos sempre se não estamos enganados nem a enganar ninguém

Eles, em trajes menores

ELES, EM TRAJES MENORES

Só por ignorância, maldade ou fins políticos torpes se poderá dizer que em Portugal havia uma ditadura ou fascismo nos meados do Século XX.

Não, não havia. O que havia era meia dúzia de indivíduos desqualificados de qualquer actividade que passavam a vida de tasca em tasca à conta dos pais, aos caídos, sabe-se lá como, seguidos de um séquito de pelintras indigentes de igual calibre, todos eles ressabiados conspiradores por ninguém lhes ligar a menor importância nem os querer em lado nenhum.

A espécie é comum e muito antiga. O percurso do futuro candidato a político começa no colégio: Um dos meninos é filho de alguém de nome, tem amiguinhos que, por isso vão passando às costas… Os meninos ficam em dívida, os anos vão passando, o círculo vai solidificando.

De qualquer maneira, chegados à universidade por volta dos vinte anos, aos vinte e quatro os meninos estão licenciados sem qualquer esforço, sem a menor vontade ou ideia de se esforçarem a fazer seja o que for.

Passam-se anos, toda a gente os conhece: Ninguém os convida… Sabe-se que, mesmo na “ditadura” é preciso ter um mínimo de capacidade. 

Está na hora da intriga e da conspiração… a actividade preferida por quem não sabe, nem quer fazer nada. É agora necessário que os “meninos” de então comecem a pagar os antigos favores, a pôr nas alturas o próximo futuro desconhecido salvador da Pátris, enfim a fazer pela vidinha para não ficarem afastados da gamela quando a oportunidade chegar.

Depois foi só mantar em lume brando. E esperar. 

Não, não havia. No Portugal do Estado Novo não havia qualquer ditadura, fascismo, nem nada que se parecesse.

Fala quem sabe: Oitenta e três anos de experiência de vida, não de polidor de esquinas. Da província interior norte, 10 irmãos filhos de caseiro, todos com a Quarta Classe, hoje tudo gente de vida esmerada e honesta.

Era assim para quem queria e fazia por isso.

Não, não gavia. O que havia na tal tal “ditadura" o no estafado “fascismo” era uma chusma de imprestáveis com pretenções, ressabiados por ninguém da época lhes ligar importância nenhuma nem os querer por perto.

Alguém conhece nestes últimos quarenta e tal anos alguma coisa de superior valor ou qualidade que estivesse proibida pelo Estado Novo?

Como queríamos demonstrar.

Aniceto Carvalho